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A minha Bela Adormecida

A minha Bela Adormecida

Pequenos milagres

Esta semana deparei-me com esta história:

http://www.sabado.pt/vida/familia/detalhe/dois-bebes-na-barriga-so-um-nasceu

Efetivamente me convenço mais que todos somos "pequenos milagres" por termos conseguido estar aqui vivos e de boa saúde e com vidas ditas normais... existe tanta probabilidade de algo correr mal que as mães quando tudo corre bem, nem conseguem "dar valor" ao milagre que lhes aconteceu...

Faz hoje 5 meses que também estive perante um Conselho Médico que nos indicou com todos os detalhes médicos e não médicos o diagnóstico da Sofia e do futuro que iriamos enfrentar... não foi uma surpresa de todo, mas o grau de gravidade não estava à espera... foi um choque...  por isso revejo-me tanto nestas palavras:

"(...) fui para casa, pesquisar. Queria encontrar alguma coisa que me dissesse que aquilo não era grave. Mas percebi que poderia vir a ter uma criança alimentada por tubos, que viveria numa cadeira de rodas, dependente de máquinas para respirar... Há vários graus de incapacidade. Nenhum era bom. Uma interrupção da gravidez neste tempo gestacional tem de ir a conselho médico, mas o problema de saúde era suficiente para se fazer. Cabia-nos a nós a decisão.(...)"

Felizmente não nos colocaram propriamente a decisão nas mãos, mas perante a inevitabilidade todos decidimos o que seria melhor...

"(...) tomámos esta decisão porque achámos que seria egoísta da nossa parte trazer ao mundo uma criança que ia sofrer, possivelmente, até ao resto da vida. E, além disso, faríamos sofrer outra criança que, à partida, não tinha qualquer problema e que iria levar com este fardo de ter um irmão doente.(...)"

Realmente um dos motivos maiores foi sem dúvida a Maria, com 4 anos colocá-la com este "fardo", era impossível... por outro lado o egoísmo é relativo... era egoísmo da minha parte continuar com a vida da Sofia só para eu poder senti-la mais uns meses, cheirá-la, dar colinho, amá-la... mas também foi egoísmo querer continuar com a nossa vida a 3, sem as dificuldades que aí viriam... é uma dualidade de sentimentos, mas cujo o egoísmo que salvaguardava o sofrimento da Sofia prevaleceu... era isso que também queria para mim em caso extremo deste... não poderia querer uma filha a sofrer... sei que ela por agora estará melhor... apesar de todas as saudades e vazio que nos deixou...

 

Culpa

No outro dia vi a seguinte frase na internet:

Nunca, em hipótese alguma, se culpe por aquilo que não dependia só de você

(Assinado: Fabíola Simões)

Confesso que é difícil no meu caso... encarei que a Sofia ficou doente apenas porque o meu útero rompeu... ela não teve culpa alguma... já o meu corpo... por este motivo pedi-lhe muitas, muitas, muitas desculpas... mas efetivamente e racionalmente observando o acontecimento, também eu não tive culpa... apenas aconteceu, tal como um acidente de automóvel ou outro acaso... ninguém tem culpa!

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